Temos presenciado uma crise internacional crescente, nas últimas semanas, onde grande parte da responsabilidade recai sobre a patética, porém perigosa, figura de George W. Bush, com sua cara de Alfred E. Newman, personagem caricato da revista mais escrachada e debochada de humor do mundo, "Mad" (louco). Tenho procurado acompanhar o noticiário internacional original, misturado com a campanha presidencial americana, afinal eles elegeram duas vezes este desastre e eu criticando nosso eleitorado.....
O que pode-se depreender do que aconteceu lá, é o resultado de uma sociedade essencialmente consumista, onde o objetivo primordial é comprar, comprar, comprar..... Entretanto parece que os americanos começam a entender, como se enfiaram neste imenso buraco. Num país onde historicamente os juros sempre foram baixos (comparados com os nossos, pelo menos), o americano médio nem percebia o volume de juros que pagava e o governo deliberadamente estimulava o consumo, pois tudo lá depende do volume de consumo, além disso as empresas financeiras facilitavam o crédito de forma crescente , estimulando a tomada de empréstimos, já que a margem (juros) sendo baixa, eles ganhavam na escala (numero de financiamentos), algo como produção em massa de juros/empréstimos. O mesmo ocorreu no setor imobiliário e assim a bola de neve cresceu. Os bancos de outros paises, com juros baixíssimos (Japão, Paises Asiáticos, Comunidade Européia) começaram a comprar estes financiamentos para aumentar a própria escala e aí se formou uma monstruosa corrente da felicidade financeira, atrás de margens maiores de aplicação de capital. Depois dos tomadores de empréstimos começarem a ficar inadimplentes, foi só uma questão de tempo para a avalanche levar tantos de roldão....
Aí vocês perguntam, "ta bom onde quer chegar?". Eu quero perguntar sobre algo que absolutamente ninguém, nem os críticos mais vorazes, perguntou até agora.....
E as nossas reservas foram aplicadas onde?
Lembrem-se, que do altos de nossos mais de 200 bilhões de dólares, uma parcela significativa deve ter ido naquela direção, à procura de melhor remuneração desse capital, o que é normal.....
Afora isto, vemos nosso presidente ostensivamente estimulando nosso povo, a continuar a comprar cada vez mais, a endividar-se, guardando as devidas proporções essa é uma hora de cautela para o consumidor comum, endividar-se principalmente a longo prazo, é uma prática de alto risco, pois essa recessão que já começou lá fora, chega logo aqui e seu emprego de hoje, pode ser o desemprego de amanhã.
Mas nada disso importa, o cinismo de um governante que descobriu e gostou do poder não tem limites, que se "lasque" o futuro, o que importa é o resultado eleitoral de hoje, não o bem estar do amanhã.
"Os fins justificam os meios", lembram-se desta frase? Pois bem somos governados por um semi analfabeto, que tem boa memória e aprende rápido os truques da manutenção do poder, algo que a sua oposição, com toda sua inegável bagagem política e cultura infinitamente maior, parece ter esquecido haja visto sua "eficiência" oposicionista.....
Vivemos dias de cinismo desenfreado, o duro é que o número de pessoas, que entendem o significado desta palavra, infelizmente é pequeno, muito pequeno. Nosso grande líder até fez discurso sobre a nova reforma ortográfica e o fez na Academia Brasileira de Letras, é mole??
LEMBREM-SE DAS ELEIÇÕES DE 2010!!!!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Democracia
Esta eleição me deixou uma impressão melhor..... Eu que costumo ser tão cáustico e irritadiço, com a indolência do nosso povo, que se caracteriza como idiota, para todos os nossos políticos, tenho de reconhecer que parece (pelo menos parece...) que houve uma votação mais consciente, não importa quem foi eleito, ou ainda vai ser eleito neste próximo segundo turno. Parece (de novo) que os pretensiosos patrocinadores de candidaturas, foram surpreendidos por um eleitor mais focado em resolver os problemas reais e menos em agir por cabresto, alguns reeleitos parecem ter merecido esta reeleição. Pelo que andei me informando, a amostragem do reeleitos aparentemente fizeram uma gestão anterior, no mínimo, decente. Deve haver exceções é claro, mas já é um sinal que aquela propaganda da Justiça Eleitoral, encontrou algum eco. É um bom sinal e talvez sirva de alerta para os que nos julgam todos idiotas, ou pelo menos a grande massa que importa numa eleição, a repensar sua postura, talvez não consigam enfiar goela abaixo, dos não idiotas, seus candidatos.
Encontrei por aí um conceito da "Democracia Negativa", proposta por alguém muito mais versado e criativo que eu, porém é um conceito muito interessante, que nunca teria reais chances, pois seria a morte desses políticos de m....(perdão, não encontro outra palavra), que abundam em nossa democracia (aliás não só na nossa, vide a campanha política nos EUA, o que não deixa de ser algum conforto para nós, afinal não estamos sós na nossa idiotice, vide Bush).
A democracia negativa existe, é mais ou menos o que se pratica nas grandes corporações de capital aberto, onde os acionistas não elegem o seu presidente, ou dirigente, mas tiram ele do poder quando estão insatisfeitos. Em geral esses presidentes, são eleitos por um pequeno colegiado (ou board), que selecionam alguém, com notória experiência e saber na área de atuação da corporação. Este colegiado, normalmente, é também demitido junto com o dirigente incompetente, afinal no mínimo não foram competentes para escolhe-lo, não?
Porque negativa? Simples, porque os "eleitores" (acionistas) votam para demonstrar sua contrariedade, votam contra, daí o nome. O eleito, ou eleitos, são escolhidos pelo colegiado não porque são bons de voto, mas sim porque são bons no batente (no trampo mesmo). Já pensaram isso introduzido em nossas eleições? Imaginam um "Zé da Farmácia", "Paulo do Postinho" (algumas alcunhas na eleição de onde resido) sendo eleitos? Candidato, para se habilitar, não bastaria saber escrever (mal e porcamente) o próprio nome. Deveria ter alguma qualificação profissional, outra de ter sido, ou ser síndico do seu condomínio, como alguns candidatos por aqui e pelo país afora.
Para se candidatar a um cargo representativo, o candidato deveria passar por uma espécie de vestibular, para termos certeza que tem algum conteúdo, além do próprio nome, no seu cérebro. Afinal qualquer cidadão, que pretenda ingressar no serviço público, para passar a viver sob as asas da "União" (das nossas, bem entendido, quem sustenta a união somos nós, lembram-se?), tem de passar por um concurso público, muitas vezes bem rigorosos.
O argumento de que na democracia, todos tem direito a serem candidatos, não significa que qualquer um serve, para representar seus eleitores, no mínimo tem de entender o que isto significa. No dia em que todos os eleitores assim entenderem, o horário político terá alguma utilidade, além de servir para que os não idiotas saibam em quem não votar.
Enquanto não soubermos selecionar em quem votarmos, nunca vamos passar de uma democracia "meia boca", onde tudo se faz na política visando os interesses próprios dos "Zés das Farmácias" da vida.......
DAQUI A DOIS ANOS TEM ELEIÇÕES NOVAMENTE, ESTA MAIS IMPORTANTE AINDA, LEMBREM-SE DISSO.
Encontrei por aí um conceito da "Democracia Negativa", proposta por alguém muito mais versado e criativo que eu, porém é um conceito muito interessante, que nunca teria reais chances, pois seria a morte desses políticos de m....(perdão, não encontro outra palavra), que abundam em nossa democracia (aliás não só na nossa, vide a campanha política nos EUA, o que não deixa de ser algum conforto para nós, afinal não estamos sós na nossa idiotice, vide Bush).
A democracia negativa existe, é mais ou menos o que se pratica nas grandes corporações de capital aberto, onde os acionistas não elegem o seu presidente, ou dirigente, mas tiram ele do poder quando estão insatisfeitos. Em geral esses presidentes, são eleitos por um pequeno colegiado (ou board), que selecionam alguém, com notória experiência e saber na área de atuação da corporação. Este colegiado, normalmente, é também demitido junto com o dirigente incompetente, afinal no mínimo não foram competentes para escolhe-lo, não?
Porque negativa? Simples, porque os "eleitores" (acionistas) votam para demonstrar sua contrariedade, votam contra, daí o nome. O eleito, ou eleitos, são escolhidos pelo colegiado não porque são bons de voto, mas sim porque são bons no batente (no trampo mesmo). Já pensaram isso introduzido em nossas eleições? Imaginam um "Zé da Farmácia", "Paulo do Postinho" (algumas alcunhas na eleição de onde resido) sendo eleitos? Candidato, para se habilitar, não bastaria saber escrever (mal e porcamente) o próprio nome. Deveria ter alguma qualificação profissional, outra de ter sido, ou ser síndico do seu condomínio, como alguns candidatos por aqui e pelo país afora.
Para se candidatar a um cargo representativo, o candidato deveria passar por uma espécie de vestibular, para termos certeza que tem algum conteúdo, além do próprio nome, no seu cérebro. Afinal qualquer cidadão, que pretenda ingressar no serviço público, para passar a viver sob as asas da "União" (das nossas, bem entendido, quem sustenta a união somos nós, lembram-se?), tem de passar por um concurso público, muitas vezes bem rigorosos.
O argumento de que na democracia, todos tem direito a serem candidatos, não significa que qualquer um serve, para representar seus eleitores, no mínimo tem de entender o que isto significa. No dia em que todos os eleitores assim entenderem, o horário político terá alguma utilidade, além de servir para que os não idiotas saibam em quem não votar.
Enquanto não soubermos selecionar em quem votarmos, nunca vamos passar de uma democracia "meia boca", onde tudo se faz na política visando os interesses próprios dos "Zés das Farmácias" da vida.......
DAQUI A DOIS ANOS TEM ELEIÇÕES NOVAMENTE, ESTA MAIS IMPORTANTE AINDA, LEMBREM-SE DISSO.
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